Vinte Cinco de Abril
Celino Cunha Vieira (Português)
Viernes, 22 de Abril de 2016

Celino Cunha Vieira - Associação Portuguesa José Marti / Cubainformación.- Enquanto em Portugal se comemora a “Revolução dos Cravos” do 25 de Abril de 1974, Cuba recorda que desde este dia mas no ano de 1961, portanto há 55 anos, sofre as consequências de um bloqueio económico, comercial e financeiro imposto unilateralmente pelos EUA e que tarda em ser completamente abolido, mesmo depois de a administração norte-americana ter reconhecido a sua ineficácia para derrubar a Revolução Cubana. O bloqueio surge na sequência do ataque mercenário em Playa Girón, na Baía dos Porcos, numa operação organizada, dirigida e apoiada pela CIA, que em 72 horas foi derrotada pelas Forças Armadas Revolucionárias comandadas por Fidel, que com os poucos meios bélicos de que dispunha, teve no entanto o apoio precioso de uma enorme multidão do povo anónimo que se mobilizou junto dos Comités de Defesa da Revolução, da Federação Cubana de Mulheres, de Organizações de Trabalhadores, de Organizações de Juventude, etc. para ajudar a combater a invasão iniciada no dia 19 de Abril e que esta semana também se comemorou os 55 anos desse acontecimento. 

A batalha de Girón durou apenas 3 dias e foi a primeira grande derrota do todo-poderoso vizinho americano que não esperava uma réplica tão eficaz e organizada, saldando-se a irresponsabilidade dos EUA no sacrifício de todos os seus efectivos que morreram, ficaram feridos ou foram feitos prisioneiros, para além da perca de muito material de guerra ligeiro e pesado, alguns aviões e barcos afundados. 

Mas também esta semana passam 40 anos sobre o cobarde atentado à bomba na Embaixada de Cuba em Lisboa, onde no dia 22 de Abril de 1976 morreram dois funcionários diplomáticos cubanos, Adriana Corcho Calleja e Efrén Monteagudo Rodriguez, de 36 e 33 anos respectivamente, vítimas de um dos 165 criminosos actos terroristas que entre 1974 e 1976 foram executados contra representações e diplomatas cubanos em 24 países diferentes, organizados e perpetrados pelas organizações contra-revolucionárias com sede em Miami e apoiadas pelos governantes norte-americanos, que no caso de Portugal eram representados pelo Embaixador Frank Carlucci que mais tarde viria a ser Director da CIA e Secretário da Defesa dos EUA. Adriana e Efrén foram vítimas de uma guerra suja e impiedosa mas não morreram em vão e sempre serão recordados em Portugal e em Cuba, porque ao serviço do seu país caíram em combate na defesa dos seus ideais e da sua Revolução.

Revolução que foi debatida durante o VII Congresso do Partido Comunista de Cuba realizado de 16 a 19 de Abril em Havana, que contou com a presença de mais de 1.000 delegados e 280 convidados durante os trabalhos e na sessão de encerramento com a do líder histórico Fidel Castro, de onde saíram importantes conclusões para o futuro do País, destacando, por me parecer de grande significado, a proposta do Presidente Raul Castro para que se estabeleça a idade máxima de 60 anos para integrar o Comité Central, assim como limitar os mandatos a apenas dois períodos consecutivos em cargos de responsabilidade política, contribuindo assim para o rejuvenescimento dos quadros dirigentes, numa demonstração clara da confiança que a Revolução deposita nas novas gerações que estão mais do que preparadas para a preservar e aperfeiçoar, de acordo com os princípios ideológicos e a Constituição da República. 

Isto só é possível porque os cargos políticos em Cuba são efémeros e entendidos por todos como uma missão e não como um modo de vida onde se defendem interesses pessoais ou de grupos económicos. Será que nas outras democracias também é assim?

 

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