O direito à vida
Celino Cunha Vieira (Português)
Jueves, 31 de Marzo de 2016

Celino Cunha Vieira - Associação Portuguesa José Marti / Cubainformación.- Para quem de Cuba apenas conhece as praias, a música, o rum e aquilo que ao longo dos anos se tem escrito e comentado sobre o “tenebroso” regime dos Castro, uma mentira tantas vezes repetida transforma-se em verdade absoluta. Nestes últimos dias por ocasião da visita do Presidente Obama, ouvimos das mais disparatadas opiniões, quer de anónimos quer de jornalistas e comentadores credenciados ou não, destacando-se a velha e já gasta questão dos Direitos Humanos em abstracto, já que não existindo nenhum país do mundo que os cumpra integralmente, é muito discutível quais os mais ou menos importantes e como são postos em prática pelos governos. Até parece que assegurar gratuitamente os direitos à vida, à educação, à saúde, à habitação, à cultura, ao desporto, etc., como se pratica em Cuba não tem qualquer importância, sendo fundamental é que o sistema seja igual ao de tantos outros países onde os direitos são apenas assegurados a quem tem dinheiro para os pagar.

Reconhecido pelas várias instituições internacionais, Cuba tem um dos maiores índices do desenvolvimento humano e foi dos primeiros países a cumprir as metas para os objectivos do milénio, mesmo enfrentando todas as dificuldades que são conhecidas, podendo orgulhar-se de possuir das mais baixas taxas de mortalidade infantil e das mais altas no que se refere à esperança de vida a nível mundial.

Ainda há dias quando participei num debate na TVI falou-se disto e de muitas outras coisas, voltando à discussão a tal lista de presos políticos em Cuba – que varia de acordo com os interesses de quem a elabora – e por isso dei-me ao trabalho de procurar uma das últimas que se publicou, para saber de quem se tratava realmente e porque estavam privados da liberdade. Deparei-me então com condenados pela prática de sabotagens e acções violentas contra a segurança interna, por atentados e tentativas de assassinato de outros cidadãos, por desvio de uma lancha de Regla com sequestro violento da tripulação e dos passageiros inocentes, por tentativa de roubo e desvio de um avião, por roubo de um iate numa marina, por fogo posto numa unidade comercial, por participação e auxílio a grupo armado oriundo dos EUA, por desertores do exército e roubo de armas, para além de muitos outros crimes puníveis em qualquer parte do mundo. Se são estes os “presos políticos” a que se referem, será melhor investigarem que crimes cometeram aqueles que há anos foram levados pelos EUA para Guantánamo e que até hoje sem acusação ou julgamento continuam encarcerados. Esses sim, são os verdadeiros presos políticos que existem em território cubano sob administração dos Estados Unidos da América. Porque será que os media e o Presidente Obama omitiram isto?

Continua a confundir-se presos de delito comum que depois de julgados e condenados pelos crimes que praticaram se transformam em opositores para que as suas famílias possam receber ajuda financeira das organizações terroristas subsidiadas pelos EUA através de programas controlados pela CIA e que visam a alteração da ordem pública em Cuba. Será que os autores dos actos descritos deveriam ficar impunes? Qual o país que assim procede?

Quanto às denominadas “damas de blanco” mais conhecidas em Cuba por “damas de banco” deveriam mudar para verde, a cor das notas de dólar que recebem para organizarem manifestações provocatórias, tal como se viu no dia em que Obama chegou a Havana. Esta gente, que recebe dinheiro de um país estrangeiro para estas acções, é dirigida por uma vigarista que à custa da ingenuidade de muitas outras tem sabido amealhar avultadas importâncias que lhe permitem viajar para onde quer e possuir no seu país avultados bens materiais sem que tenha recebido qualquer herança ou trabalhado honestamente para tal. São estes pseudo-dissidentes que estão contra o levantamento do bloqueio e a normalização das relações entre os dois países porque isso pode representar o princípio do fim das subvenções que recebem.

Consequência dos actos de terrorismo perpetrados contra Cuba desde 1959, morreram até à data mais de 3.500 cidadãos, merecendo todos eles o nosso respeito e lembrados nos momentos em que demagogicamente se fala em Direitos Humanos, porque eles também tinham esses direitos e o mais importante, o direito à vida.

 

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