Esperança numa paz duradoura
Celino Cunha Vieira (Português)
Viernes, 19 de Diciembre de 2014

Celino Cunha Vieira - Associação Portuguesa José Marti / Cubainformación.- uem me conhece sabe bem que não morro de amores pela política interna e externa dos EUA, mas no passado dia 17 de Dezembro gostei de ouvir o Presidente Obama, principalmente depois de libertar os 3 heróis cubanos que estavam presos por combaterem o terrorismo que a administração norte-americana financia e permite que actue desde o seu território contra Cuba. 

De entre as várias medidas anunciadas por ele, incluem-se a do restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países e a sua proposta ao Congresso para pôr fim ao injustificado e criminoso bloqueio económico, comercial e financeiro, já que, como reconheceu, não deu os resultados desejados em mais de 50 anos de existência. Ou seja, mesmo com todas as dificuldades, o povo cubano tem sabido resistir de forma exemplar e nunca abdicando dos seus princípios revolucionários, acaba de conquistar uma enorme vitória ao ver reconhecida a sua razão perante um adversário tão poderoso, em contradição com o que vimos e ouvimos nos meios de comunicação social em que até parecia exactamente o contrário. 

Mas, no calor da alegria que se instalou em todos nós pelo regresso a casa de António, Gerardo e Ramón, mal nos apercebemos que a aparente mudança e a boa vontade do Presidente Obama não reflecte totalmente o que saiu no comunicado da Casa Branca, onde se afirma que a falta de relações com Cuba provocou um isolamento regional e internacional dos EUA, restringindo a sua capacidade para influenciar o curso dos acontecimentos no hemisfério ocidental. Melhor dizendo, os EUA chegaram à conclusão de que a sua política de genocídio em relação a um país da América Latina prejudicava os seus interesses, já que os outros estão com Cuba, condenando unanimemente o bloqueio. 

No comunicado fala-se também em direitos humanos e liberdades fundamentais, assim como no financiamento do Congresso Americano para apoiar os programas da democratização em Cuba, parecendo quererem continuar com as acções subversivas através dos “pseudo-dissidentes” que a troco de uns dólares dizem o que lhes mandam e até o contrário se for preciso, dependendo das promessas e de quem lhes pagar mais. 

As manifestações e os movimentos de solidariedade com Cuba espalhados por todo o mundo continuarão vigilantes e activos porque sabem que vencer uma batalha não é ganhar a guerra e ainda há muito por conquistar no plano económico e no desenvolvimento do país que sofreu as mais cruéis perseguições durante mais de 5 décadas, sabendo resistir de cabeça bem levantada e com toda a dignidade. 

O momento é de exaltação e de esperança numa paz duradoura para os dois povos com respeito mútuo pela soberania e independência de cada país, mas há que estar sempre alerta e nunca baixar a guarda porque os inimigos da Revolução ainda espreitam nalgumas esquinas, mascarados de cordeiros mas de dentes bem afiados para poderem caçar alguma presa distraída. 

Junto a minha alegria à de todos vós, desejando-lhes Boas Festas e que o próximo ano nos traga um mundo melhor e mais justo. 

 

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